às vezes, viver pode ser difícil e cansativo; têm certos dias que somos dominados pelo medo e sentimos como se não tivéssemos força. Mas o ser é abertura, estar em jogo, como diz Heidegger. Esse tipo de 'existencialismo' pode ser desesperador, quando aquilo que amamos parece desabar, escapar por entre nossos dedos. Eu prefiro lê-lo como um convite à afirmação da incerteza, da virtude da projeção, da esperança no futuro. Somente as almas mortas podem querem que a vida seja estável, sem contorções. As almas vivas querem viver, absorver o vento, as flores e esquecer o cansaço.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
"Viver é bom, nas curvas da estrada, solidão, que nada!"
às vezes, viver pode ser difícil e cansativo; têm certos dias que somos dominados pelo medo e sentimos como se não tivéssemos força. Mas o ser é abertura, estar em jogo, como diz Heidegger. Esse tipo de 'existencialismo' pode ser desesperador, quando aquilo que amamos parece desabar, escapar por entre nossos dedos. Eu prefiro lê-lo como um convite à afirmação da incerteza, da virtude da projeção, da esperança no futuro. Somente as almas mortas podem querem que a vida seja estável, sem contorções. As almas vivas querem viver, absorver o vento, as flores e esquecer o cansaço.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Depois de tanto tempo
Estou lendo Os Irmãos Karamazov, de Dostoiévski. Tentei lê-lo várias vezes, anos atrás. A primeira vez foi logo depois de ter lido Crime e Castigo, uma obra que me impressionou muito, sobretudo pela fineza da descrição psicológica. Karamazov não é menos precioso, nesse sentido, embora os personagens, especialmente Aliocha, sejam nitidamente mais reflexivos ou mais afeitos à teorização da vida.
Dostoiévski me fez lembrar de Iris Murdoch e dos mecanismos de aperfeiçoamento do caráter. Ela sustenta que os filósofos morais modernos tem se dedicado excessivamente ao estudo das condições mediante as quais uma ação pode ser caracterizada como "certa". Ela sustenta, em contrapartida, que a filosofia moral deveria se ocupar mais com a questão: "como podemos nos tornar melhores?". Para isso, valem não só argumentos, mas também metáforas ilustrativas de nossa condição. Não conheço nada melhor do que a boa literatura para proporcionar esse tipo de ensinamento.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Inverno, por Paulo Neves
Estou renascendo. Talvez por isso meu blog ande meio morto. Para animá-lo resolvi tomar de empréstimo essa bela postagem do grande escritor e poeta Paulo Neves, que presta uma justa homenagem ao inverno. Se gostar, você pode ler outras coisas dele no limiar.
"Se há uma alegria para cada estação, qual seria a do inverno? Sim, aquecer-se. Mas aquecer-se interiormente. O que exige concentrar-se num exercício, num trabalho manual, num estudo, na contemplação do fogo… E sem nenhuma pressa, até mesmo sem finalidade. Como a semente que se protege no solo, aparentemente esquecida. O frio incita a concentrar-se como ela, no recolhimento de uma secreta e ainda não sabida alegria".
sexta-feira, 8 de abril de 2011
sobre popularidade, profundidade e obscuridade filosóficas
"...não é habilidade nenhuma ser compreensível a todos quando se desistiu de todo do exame em profundidade; assim esse método traz à luz um asqueroso mistifório de observações enfeixadas a trouxe-mouxe e de princípios racionais meio engrolados com que se deliciam os cabeças ocas, pois há nisso qualquer coisa de utilizável para o palavrório de todos os dias, enquanto que os circunspectos só sentem confusão e desviam descontentes os olhos, sem aliás saberem o que hão de fazer; ao passo que os filósofos, que podem facilmente descobrir a trapaça, pouca gente encontram que os ouça quando querem desviar-nos por algum tempo da pretensa popularidade para, só depois de terem alcançado uma idéia precisa dos princípios, poderem ser com direito populares". Immanuel Kant, na Fundamentação da Metafísica dos Costumes.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Egito
Passei dias sem entender bem o que estava acontecendo no Egito. Esse texto saboroso, como diz o Renato, esclarece a relevância da revolta contra Mubarak: http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/pepe-escobar-furia-furia-contra-a-contrarrevolucao.html?awesm=fbshare.me_AZvRQ&utm_content=fbshare-js-large&utm_medium=fbshare.me-facebook-post&utm_source=facebook.com
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Yogananda, sobre as dificuldades da vida
"Pode-se ter grande sabedoria cultivando a consciência de que o mundo e tudo que nele existe é apenas um sonho. Em primeiro lugar, não leve muito a sério suas experiências terrenas. A causa fundamental da infelicidade está em ver esse espetáculo passageiro com envolvimento emocional. Se pensamos continuamente- "não vivi como devia ter vivido"- só nos tornamos mais infelizes ainda. Em vez disso, faço o que puder para melhorar e, sejam quais forem as dificuldades, afirme sempre: "Tudo isso é um sonho. Logo passará". Assim, nenhum problema será uma grande tragédia. Nenhum acontecimento no mundo poderá jamais torturá-lo"(Paramahansa Yogananda).
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Eu e o Rock
Andei vendo um especial da Globonews sobre o Rock in Rio de 1985: Queen, Whitesnake (foto), George Benson, Yes, Barão (da época do Cazuza, na foto abaixo)...inacreditável! Lamento muito não ter estado lá. Em 85, eu tinha nove anos. Só escutava o som das cigarras dos potreiros lá de casa e, suspeito, um disco arranhado do Teixerinha no toca-discos velho do meu pai. Nessas horas, vocês entendem porque eu nunca gostei de ter nascido no interior. É, mas se tivesse nascido numa grande cidade como o Rio, eu teria chances de ser um carioca pernóstico como o Nelson Motta. Melhor que meu passado tenha sido do jeito que foi. No fundo, o que conta é o que fazemos de nós mesmos, quando temos oportunidade!
E a propósito: o Dinho Ouro Preto já era ridículo nos anos 80!!
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